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Ontem foi lançado o GOCE (Gravity field and steady-state Ocean Circulation Explorer) desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA).
“O instrumento principal da carga útil é um Gradiómetro de Gravidade Electrostático de última geração que incorpora seis acelerómetros altamente sensíveis, montados aos pares ao longo de três eixos perpendiculares numa estrutura carbono-carbono ultra-estável. A missão irá medir não a gravidade propriamente dita mas as pequenas diferenças de gravidade entre os pares de acelerómetros que estão a 50 cm de distância entre si.“
Uma missão, muitos benefícios
A cartografia do campo de gravidade da Terra feita com elevada precisão será útil para todas as áreas das ciências da Terra.
No campo da geodesia, será criado um modelo de referência unificado nas medições da altura, permitindo um melhor levantamento das alterações do nível do mar.
No campo da oceanografia, ao obter-se um melhor conhecimento do campo de gravidade, irá reduzir significativamente as incertezas actuais relativamente à transferência de massa e calor dos oceanos, obtendo-se enormes melhorias nos modelos globais de circulação das massas de água nos oceanos e de previsão climática. O GOCE irá ainda melhorar o nosso conhecimento acerca do substrato rochoso das calotes polares na Gronelândia e Antárctida.
No campo da geofísica, combinando os resultados do GOCE com os dados do magnetismo, da topografia e da sismologia, irá ajudar a produzir mapas em 3D, com enorme detalhe, das variações de densidade na crosta terrestre e no manto superior, melhorando a nossa compreensão dos processos responsáveis pelas catástrofes naturais.
fonte ESA