quinta-feira, 20 de junho de 2013

Kenneth Wilson

Professor Kenneth Wilson. Crédito: AP
O Físico Kenneth Wilson, que recebeu o Nobel de Física de 1982, pela “Teoria dos fenómenos críticos em conexão com as transições de fase“, faleceu em Maine (USA), no passado dia 15 de junho, aos 77.
Wilson esteve no Departamento de Física da Universidade de Cornell, quando ganhou o Nobel pela aplicação da sua investigação da física quântica às transições de fase, transformação que ocorre quando uma substância muda, por exemplo, do estado líquido a gasoso. Wilson criou uma “ferramenta” matemática chamada grupo de renormalização (RG) que é amplamente utilizada na Física.
O RG permite a investigação sistemática das mudanças de um sistema físico, como visto em diferentes escalas. Na física de partículas, ele reflete as mudanças nas leis de força subjacentes (codificada numa teoria quântica de campos), como a escala de energia em que ocorrem processos físicos variáveis, escala de comprimento, energia / momento linear, sendo efetivamente conjugados sob o princípio da incerteza.
A mudança de escala é chamada de “transformação de escala”.
A sua importância poderá ser vista neste exemplo:
qed_ep_sChannel
Na eletrodinâmica quântica (QED), a estrutura interna de um eletrão (elétron) aparenta ser composta de um eletrão (elétron), um positrão (pósitron) e um fotão (fóton), como se verifica, em distâncias muito curtas (p.ex. nos aceleradores de partículas). O eletrão a tais distâncias curtas tem uma carga elétrica ligeiramente diferente do que o eletrão (electron) visto a grandes distâncias, e esta alteração no valor da carga elétrica é determinada pela equação grupo de renormalização.
Inicialmente aplicada à Fìsica de Partículas, o RG nos dias de hoje extende a sua utilização à Física do Estado Sólido, à Mecânica dos Fluídos, à Cosmologia e a Nanotecnologia.
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